O desafio de ser eficaz

quinta-feira, 3 de junho de 2010


Gerir é, hoje em dia, sinónimo de pressão pelos resultados. O ambiente mais competitivo que atravessamos obriga-nos a procurar novas maneiras de organizar o nosso trabalho e o das nossas equipas por forma a darmos resposta ao desafio de ser eficaz.

Neste artigo exploramos algumas ideias deixadas por Peter Drucker sobre eficácia. Conheça-as e comece já a mudar...

Ser eficaz é o trabalho do gestor. É para isso que ele é pago. Não importa onde nem quanto tempo trabalha, a primeira coisa que se espera dele é que faça bem as coisas certas e que apresente resultados.

Embora a inteligência, a criatividade e o nível de conhecimentos sejam comuns entre os gestores, não parece haver grande correlação entre a eficácia de um executivo e estes atributos. Eles são os recursos essenciais para se ser um gestor, mas apenas a eficácia os consegue converter em resultados.
O primeiro passo para a eficácia consiste em registar onde se gasta o tempo. A análise do tempo é um trabalho mecânico e pode até ser feito por um assistente ou secretária. No entanto, permite facilmente identificar e eliminar os chamados “gastadores de tempo” e com isso obter benefícios muito rapidamente, senão mesmo imediatamente. Provavelmente ficará surpreendido com a enorme proporção do seu tempo que de repente surge do nada!. Note que este exercício implica desde logo a tomada de algumas decisões básicas e mudanças no seu comportamento, nas suas relações e nas suas prioridades. Faça-o com alguma regularidade e pese a importância relativa dos diferentes usos do tempo e dos seus objectivos. Informe-se também acerca das novas tecnologias que lhe permitem “ganhar” tempo.


O segundo passo implica pedir ao gestor que se concentre nos resultados. Pergunte-se a si mesmo: “O que posso eu fazer para melhorar significativamente a performance e os resultados da organização para a qual trabalho?”. É uma pergunta simples e directa, mas as respostas a esta pergunta devem levar a um maior nível de exigência consigo mesmo e a reflectir sobre os seus objectivos pessoais e os da sua organização. Procure desenvolver um espírito de enfoque nos resultados na sua empresa, faça com que todos compreendam quais são os objectivos e mostre qual a forma com que cada um contribui individualmente e em equipa para os resultados. A utilização de sistemas de avaliação da performance (financeira e não – financeira) poderá ajudá-lo a fazer isto de forma prática todos os meses. O enfoque nos resultados torna uma das barreiras à eficácia do gestor – a sua dependência das outras pessoas – numa força: cria uma equipa.






Outro passo em direcção à eficácia é identificar e desenvolver os pontos fortes dos membros da sua equipa. Muitos gestores pensam erradamente que determinadas pessoas podem desempenhar várias funções diferentes e ser excelentes em todas elas. Ninguém pode ser excelente em mais do que apenas uma área e mesmo as pessoas com muitos pontos fortes têm também grandes fraquezas. O segredo consiste em descobrir “qual é a área em que esta pessoa pode realmente ser excepcional?” em vez de “o que é que esta pessoa não é capaz de fazer?”. Concentre-se no talento que cada membro da sua equipa possui e procure dar-lhes tarefas que os desafiem e desenvolvam. Defina as funções de modo a serem suficientemente grandes para que as pessoas se possam expandir e ocupar todo o espaço.



Primeiro as prioridades. Para serem eficazes, os gestores fazem em primeiro lugar as coisas prioritárias e fazem apenas uma coisa de cada vez. Claro que nesta fase terá que fazer algum planeamento do seu trabalho e definir prioridades, o que implica assumir que algumas tarefas são menos importantes e terão que ser deixadas para mais tarde. Note que a concentração tem aqui um papel primordial, ela é o “segredo” da eficácia. A concentração implica muita auto – disciplina e a capacidade de dizer “Não”.

O auto desenvolvimento do executivo eficaz é central para o desenvolvimento da organização, seja ela qual for. Enquanto os executivos trabalham para serem eficazes, aumentam o nível da performance de toda a organização. Como resultado, a organização não só se torna capaz de fazer melhor mas também se torna capaz de fazer coisas diferentes e aspirar a diferentes objectivos.

O desenvolvimento de executivos eficazes faz com que os olhos das pessoas que trabalham na organização se elevem da preocupação com os problemas para uma visão de oportunidades, da preocupação com as fraquezas para a exploração das forças. Ora quando isto acontece, a organização torna-se atractiva para as pessoas com altas capacidades e aspirações, e motiva as pessoas para uma melhor performance e dedicação.

As organizações não são mais eficazes por terem pessoas melhores. Elas têm melhores pessoas porque as motivam para o auto desenvolvimento através dos seus padrões, hábitos e clima. Estes por sua vez resultam da auto formação sistemática e objectiva dos indivíduos em quererem tornar-se executivos eficazes. Como tal, a Eficácia tem de ser aprendida!

Fonte: http://portal-gestao.com


Quando pensamos em falar em público, logo nos vem a mente a imagem de um púlpito ou palco, uma tela e um projetor, slides e um microfone.

Porém, a arte de falar em público é muito mais ampla. Em cada conversa, reunião ou telefonema, cada viagem que você faz durante seu dia de trabalho, você está exercitando a arte de falar, a arte de se comunicar. E da mesma forma que em uma apresentação para um grande público, você precisa saber se comunicar.

Para captar o interesse de seu interlocutor, ou de sua platéia, sua mensagem deve ter clareza e objetividade.

Tive um excelente professor na minha graduação. Ele é um profissional como uma história profissional fantástica, atuou como executivo de um grande banco em vários países do mundo. Conhecia muito de finanças e era competentíssimo. Porém, os alunos detestavam a sua aula. Por um simples motivo: poucos entendiam o que ele estava falando. Por que sua linguagem era cheia de termos técnicos, construções rebuscadas e citações que só uma pessoa com ampla cultura entenderia.

Já a falta de objetividade, com certeza você deve ter vivenciado. Sabe aquele seu amigo ou companheiro de trabalho que começa a falar de um assunto e termina em outro? Você o cumprimenta com um "bom dia" e ele começar a explicar todo o seu trajeto desde a casa até a empresa, e entra em detalhes sobre o barulho estranho que o carro fez e ai dispara a contar sobre a viagem que fez à praia, etc.

E você ali, doido para arrumar uma desculpa para ir cuidar de sua vida.

Será que sua comunicação tem sido clara e objetiva? Temos muita dificuldade em avaliar a forma como nos comunicamos. E raramente as outras pessoas nos alertam sobre os problemas e erros que cometemos ao falar.

Para ser um bom comunicador, você precisa constantemente analisar sua comunicação cotidiana, sua forma de se expressar. Aqui vão algumas dicas para ajudá-lo:

Conheça a ti mesmo

Bons oradores desenvolvem um bom autoconhecimento e domínio de si, além de um profundo conhecimento do tema sobre o qual precisam falar. Planejam sua fala de forma a utilizar o ambiente e os recursos de que dispõem para exprimir suas idéias e convicções e atrair a atenção e o interesse do público.

Utilizam a voz de forma ritmada, evitando o tom monocórdico, alterando a altura, intensidade vibração e o entusiasmo para enfatizar os pontos mais importantes do discurso, com um tom amigável e sem exagero.

Conte "Causos"

Outro ponto em comum em bons comunicadores é a capacidade de contar casos! Incluem exemplos vivos nas conversas, ou seja, pessoas de verdade fazendo coisas reais.

Cada um de nós pode ter a sua opinião pessoal sobre o Presidente Luis Inácio Lula da Silva, que não cabe aqui discutir. Podemos até afirmar que ele comete muitos erros de português e utiliza de forma exagerada as gírias e às vezes até palavrões.

Mas é indiscutível a sua capacidade de usar parábolas, exemplos reais e casos para dar seu recado e ser entendido pelo seu público, que é basicamente composto por pessoas com pouca formação cultural.

Vê Se Te Enxerga!

Ser modesto e despretensioso também é um aspecto chave para o sucesso na comunicação. Arrogância afasta as pessoas. Não tente, durante uma conversa, mostrar sua superioridade. Você tem um ponto de vista sobre um determinado assunto e a oportunidade de defendê-lo frente a uma pessoa, que pode concordar ou não com sua visão.

Comungue!

Comunicar e Comungar são palavras com origens semelhantes, e expressam a idéia de dividir, compartilhar, fazer junto. O entendimento daquilo que você defende depende dos conhecimentos de cada um. Assim, você deve falar com cada pessoa da forma que ela entende. O respeito deve ser total.

Faça contato visual com a pessoa, mas tome cuidado com o olhar. Não se fixe nem fique pulando o olhar muito rapidamente, para não passar a impressão de que está perdido ou nervoso. Por outro lado, não fique para cima ou para o nada, pois seu interlocutor o achará arrogante.

Seja oportuno. Amarre suas observações ao jornal de hoje. Atualize constantemente seu material. Identifique como o tema de sua conversa é impactado pelas mais recentes notícias.

Em seu cotidiano, tem a oportunidade de entabular uma dezena de conversas. Alguns clientes gostam de um bate-papo, outros preferem o silêncio. Um bom comunicador conseguirá perceber estas característica, e usar a habilidade de se comunicar para construir relacionamentos. E bons relacionamentos significam bons negócios.

Por: Fabiano Caxito é consultor de empresas, professor e palestrante
Fonte: http://www.dicasprofissionais.com.br


Diante das diversas mudanças ocorridas atualmente no meio organizacional, é comum nos depararmos com gestores reclamando da pouca competência de seus colaboradores. Alguns empregadores desejam encontrar pessoas perfeitas para agregar valor às suas organizações, porém em muitos casos não há grande esforço por parte desses líderes em trabalharem seus próprios conceitos a fim de compreender as diferenças entre seus liderados. Mesmo com toda a inovação dos modelos de gestão atuais, assuntos como liderança servidora ainda são meras utopias em algumas organizações.

Diferentemente da administração tradicional, o líder, atualmente, não está comprometido apenas com as necessidades da organização, mas também com as necessidades humanas incluindo suas aspirações no âmbito pessoal e profissional.

Para que possa desenvolver corretamente suas competências o profissional precisa da cooperação de seu líder, pois mesmo que possua conhecimentos e habilidades, as atitudes do colaborador podem ser impulsionadas conforme o incentivo recebido pela liderança.

O verdadeiro líder representa a estratégia da equipe. Na ausência dele não haveria visão nem orientação e as pessoas ficariam desfocadas do seu objetivo. Percebe-se, a partir desse ponto, a distinção entre liderar e administrar, onde o primeiro está relacionado às pessoas enquanto o administrador conduz os processos da organização.

O gestor deve estar ciente de que possui autoridade para fazer a equipe completar-se, equilibrando as competências e as fraquezas, sabendo coordená-las para o bem coletivo. Atitudes básicas como ouvir as sugestões dos colaboradores, bem como manter uma gestão participativa é um bom início para as mudanças que podem impactar e otimizar o ambiente de trabalho.

O investimento em capacitação de profissionais é uma opção que tem crescido gradativamente nas organizações. No entanto, esta alternativa muitas vezes se restringe apenas aos cargos de nível operacional, enquanto as "cabeças" da estrutura não podem dispor de um mínimo tempo para se integrarem com a sua equipe ou abrirem a mente dando uma oportunidade de melhoria a si mesmo e ao ambiente no qual estão inseridos. Mas eles não devem ser os únicos a serem responsabilizados por este déficit de capacitação, pois muitos deles, devido ao tempo em que exercem determinada função ou estão à frente de uma determinada equipe, não possuem acesso às informações recentes sobre o comportamento ideal do líder nos dias atuais. Alguns precisam tanto de orientação quanto seus liderados.

É neste momento que o responsável de Recursos Humanos pode evidenciar suas competências mostrando aos gestores alguns fatores que contribuem para o aperfeiçoamento de suas atividades e incentivá-los a buscarem o desenvolvimento de novas competências através de diversos meios de aprendizagem. Por mais que alguns gestores não pareçam possuir características de servidão, eles continuam sendo líderes quando conseguem influenciar sua equipe seja de forma positiva ou negativa. Contudo, estas características apenas precisam ser identificadas e lapidadas para produzirem um efeito desejado para uma liderança de sucesso.

O treinamento deve começar primeiramente na liderança para em seguida as informações adquiridas produzirem efeito na equipe. Durante a implantação de Sistema de Gestão da Qualidade, por exemplo, a atuação dos líderes é imprescindível para a propagação e sucesso da gestão entre os profissionais da empresa. A alta direção representa o ponto principal do sistema e através dela os colaboradores conhecem e buscam a qualidade nos processos desenvolvidos, além de trabalharem pela sua continuidade.

Desta forma, pode-se observar a extrema necessidade de conscientização do gestor em todas as situações antes que este venha seguir com ideias para os demais componentes da equipe. Somente de posse de qualificações técnicas e principalmente psicológicas, o líder poderá obter o progresso de sua gestão e alcançar os resultados almejados proporcionado à satisfação da organização como um todo.

Assim, cabe a nós, profissionais de RH, orientar os nossos gestores a se dedicarem à qualidade do seu ambiente e mostrá-los que esta melhoria gera consequências para o bem-estar dos colaboradores, da organização e, principalmente, do cliente.

Por: Ana Régia Lopes de Souza
Fonte: http://www.rh.com.br



Apesar de estudos comprovarem que profissionais saudáveis melhoram a competitividade organizacional, como foi o caso de pesquisa uma pesquisa divulgada pela Universidade de São Paulo - USP, há quem acredite que investir na melhoria da qualidade de vida dos profissionais é perda de tempo e de dinheiro. Para se ter uma ideia, em sobre o impacto desse assunto sobre as empresas, em 2002, foram registrados US$ 76 bilhões/ano (cerca de 3% do Produto Interno Bruto brasileiro) - em prejuízos acumulados nos países da América Latina e Caribe, por causa de acidentes fatais no trabalho ou sequelas provocadas por acidentes, muitos desses oriundos de más condições no ambiente de trabalho. A seguir, algumas razões para as empresas refletirem se é ou não válido preocupar-se com a QVT.

1 - Milhões de trabalhadores enfrentam uma verdadeira maratona para irem ao trabalho, principalmente os que moram nos grandes centros urbanos. Quando chegam à empresa, se encontram um clima organizacional pesado as chances de se sentirem bem naquele local são mínimas. Quando isso ocorre, os profissionais ficam mais atentos ao relógio, contando os minutos para o fim do expediente do que às próprias atividades. Por isso, é fundamental acompanhar o clima tanto no dia a dia quanto através da realização de pesquisas periódicas.

2 - A segurança no ambiente de trabalho deve ser prioridade, não importa o segmento ou porte da organização. Na América Latina, por exemplo, entre 27 e 68 mil trabalhadores são vítimas de acidentes fatais por ano. A OTI - Organização Internacional do Trabalho estima que dois milhões de mortes relacionadas ao ambiente laboral ocorrerão anualmente. É fundamental lembrar o valor das SIPAT - Semanas Internas de Prevenção a Acidentes de Trabalho. Esses eventos são ótimas oportunidades para conscientizar os profissionais sobre a importância de utilizar os equipamentos de segurança e que todos são passíveis a serem vítimas de acidentes, não importa os anos de experiência que tenham em suas atividades.

3 - O respeito ao horário de trabalho é fator determinante para o desempenho do profissional, principalmente para aqueles que trabalham em horários noturnos e em atividades consideradas de risco como, por exemplo, quem lida com máquinas em indústrias, atuam em laboratórios ou lidam diretamente com doenças infectocontagiosas.

4 - As conhecidas LER/DORT (Lesões por Esforços Repetitivos / Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) incluem aproximadamente 30 doenças, entre elas a tendinite, a tenossinovite e a bursite. O estímulo à prática da ginástica laboral reduz os afastamentos de profissionais do ambiente de trabalho por indicações médicas e evita que as pessoas sintam dores ou mesmo carreguem problemas de saúde por toda vida.

5 - Como não se pode fazer corpo mole diante da saúde, as empresas podem utilizar os canais de comunicação interna para instituírem campanhas de reeducação alimentar e estimular as pessoas a consumirem alimentos saudáveis como frutas, legumes, verduras e carnes brancas. Isso apenas não basta. É preciso ainda enfatizar que os check-ups periódicos ajudam a prevenir doenças como pressão arterial alta, diabetes e disfunções cardíacas.

6 - O estímulo a práticas esportivas é uma alternativa que impacta na saúde dos profissionais e estimula a integração entre os profissionais. Promover campeonatos de futebol, de vôlei, por exemplo, fará que quem os colaboradores queimem calorias, tenham momentos de lazer e a chance de conhecer, conversar com profissionais de outros departamentos.

7 - Líder estressado é sinônimo de uma equipe à beira de um ataque de nervos. No início, as metas podem até ser alcançadas ou superadas. Mas, com o decorrer do tempo os profissionais apresentarão sinais de declínio em sua performance. Muitos talentos deixam as empresas porque não agüentam mais conviver com o estresse do chefe. Vale lembrar que treinamentos direcionados aos gestores, que incluam o desenvolvimento de competências comportamentais, geram um diferencial significativo na relação líder-liderado.

8 - Manter instalações limpas e adequadas à rotina dos profissionais permite que as pessoas tenham a mente aberta para novas ideias, apresentem propostas criativas que impactarão nos negócios.

9 - Não cabe apenas a empresa preservar as instalações. Os funcionários também precisam saber que é fundamental que eles também façam a parte deles. Campanhas educativas para conservar o meio organizacional é uma ação que trará benefícios para os dois lados: empresa e profissionais.

10 - Durante o horário de almoço, algumas pessoas terminam a refeição e ficam sentadas, olhando os ponteiros do relógio. Se possível, institua na sua empresa um espaço para leitura. Vale desde jornais locais, revistas das mais variadas (que incluam temas como saúde, lazer e cultura) até livros que não obrigatoriamente tenham conteúdo técnico, mas que agreguem valor como os clássicos da literatura brasileira e mundial. O hábito de ler leva as pessoas a relaxarem e estimula a mente ao desenvolvimento.

Por: Patrícia Bispo
Fonte: http://www.rh.com.br




Fico impressionado ao ver que ainda há pessoas que acreditam ser possível vencer sem esforço. Ficam esperando que o sucesso chegue, que a fama surja, que o dinheiro apareça e, num processo constante de auto-engano, não fazem as coisas certas que deveriam fazer. Não se esforçam, não procuram aprender coisas novas, não participam, não ajudam os outros, vivem reclamando da má sorte e invejando o sucesso alheio. Será que essas pessoas não enxergam que sem muito trabalho e dedicação não há sucesso? Será que elas morrerão na ilusão de vencer sem esforço?
Fico igualmente impressionado ao ver que há pessoas que vêem o sucesso alheio acreditando que tudo aconteceu por obra da sorte. Tudo para os outros é fácil e para elas difícil. Não conseguem enxergar nenhum mérito ou esforço nas pessoas que venceram. Essas pessoas colecionam casos e mais casos de herdeiros milionários, ganhadores na loteria e parecem não enxergar que essa realidade é uma exceção e não a regra. A enorme maioria das pessoas tem que trabalhar duro para vencer e só vencem com muito esforço, dedicação, comprometimento, foco, colaborando e buscando o auto-aperfeiçoamento durante toda uma vida.
Com essa visão negativa, essas pessoas não se dedicam ao que fazem, não dão tudo de si para conquistar novos patamares na vida. Vivem rabugentas e deprimidas em vez de enfrentar com alegria e motivação os desafios da vida.
Olhar o trabalho com alegria, agradecendo as oportunidades, colaborando, é fundamental para o sucesso. Todos temos que trabalhar. Fazer do trabalho um peso insuportável tornará a vida mais difícil e não mais leve.
Assim, em vez de olhar só o lado difícil da vida e do trabalho, procure enxergar e dar valor ao esforço, ao trabalho digno, ao trabalho honesto de quem levanta todos os dias querendo fazer melhor, cumprir a sua obrigação e olhar no espelho com a alegria genuína de quem tem orgulho da imagem que vê. Isso tudo pode parecer bobagem, mas não é. Todos temos que trabalhar durante a vida. Se fizermos o nosso trabalho com sentimento de fazer bem feito, teremos uma auto-estima elevada e isso fará uma grande diferença na qualidade de nossa vida. Acredite!
Pense nisso. Sucesso!

Por: Luiz Marins
Fonte: http://www.anthropos.com.br

Faz o que eles amam!

sexta-feira, 28 de maio de 2010



Voltei a ler isto a semana passada, "Faz aquilo de que gostas e o dinheiro vai chegar". E a autora não estava a falar de pouco dinheiro. Ela afirmava que se se fizer aquilo de que se gosta, ia haver muito dinheiro a parar-nos às mãos. Há alguma verdade no que ela diz, mas é qualquer coisa mais do estilo:


Se gostas do que fazes, vais estar atento e sentir curiosidade por isso. Vais estudar, aprender e passar mais tempo a fazê-lo. E toda essa paixão e atenção (amor) pelo que se faz vai levar a que seja bem sucedido no mercado de trabalho. Não acredite nisso.


I'd asked around 10 or 15 people for suggestions. Finally one lady friend asked the right question, ‘Well, what do you love most?' That's how I started painting money. - Andy Wharol
Uma história de dois artistas

Vincent van Gogh e Pablo Picasso foram dois dos artistas mais influentes dos tempos modernos; os seus quadros contam-se agora entre os mais populares e caros de entre o mundo das artes. Mas van Gogh morreu na miséria, enquanto que a propriedade de Picasso foi avaliada em mais de $750 milhões quando morreu. Segundo a opinião do Professor Gregory Berns, patente no seu livro "Iconoclast", esta disparidade deveu-se às capacidades superiores de Picasso em se relacionar. Ele sabia como se relacionar com - e acrescentar valor social à vida de - pessoas influentes, que, por seu turno, ajudaram a dar-lhe fama, reputação e zeros na conta.

Tanto Picasso como van Gogh sentiam imensa paixão pelo que faziam; amavam o trabalho. Mas Picasso sabia vender-se e van Gogh não. Picasso sabia como fazer os outros felizes; van Gogh fechava-se e tinha problemas com as relações. Se se quer que as pessoas nos procurem e falem da nossa marca, como Picasso fez, é preciso lembrar que o sucesso de produtos, serviços, entretenimento, ideias e arte depende do valor que se acrescenta à vida das pessoas. Valor que apela a duas emoções primárias; o desejo das pessoas em ser feliz e o desejo de evitar a infelicidade.



Tendo em conta que os cliente actuais estão assustados e desconfiados e que têm imensas escolhas num mercado repleto e muito confuso, o desejo de eliminar a infelicidade é o sentimento dominante. Ou, para ser mais exacto, é o desejo de eliminar o medo de ser infeliz que determina as decisões do mercado. O medo de perder tempo. O medo de perder dinheiro. O medo de ser deixado para trás. O medo de ser manipulado. O medo de estar enganado. O medo de parecer ridículo. O medo de sobressair. O medo de não sobressair. Medo. Medo. Medo.

Adore os seus clientes
Para prosperar - para que um negócio cresça e se faça dinheiro - é preciso eliminar os medos da concorrência. É preciso adorar o cliente, como os pais que mandam os filhos para a escola no primeiro dia. É preciso fazer tudo o que se pode para que se sintam aceites, especiais, seguros. Tem realmente muita sorte se, como a maior parte dos pais, adorar adorá-los. Não há nada melhor na vida. Mas não fique à espera de desfrutar de todos os minutos (pais, vocês sabem do que estou a falar).

Os seus afazeres e considerações - como a mãe que prepara o almoço do filho, ao mesmo tempo que faz o pequeno-almoço, corrige os trabalhos de casa e nunca se esquece de dar um grande e apertado abraço - vai oferecer conforto e auto-estima aos seus clientes. O seu medo e dor - como os pais que têm dois ou mais empregos para pagar uma segunda hipoteca, que vai acabar por ser usada para financiar a educação dos filhos - vai dar aos seus clientes uma sensação de conforto. Adiar a sua gratificação vai gratificar os seus clientes. O risco que corre hoje vai ser a recompense do cliente amanhã.

O marketing não é um processo complexo com soluções complexas; é simples. Não é fácil, atenção, mas é simples: Ajude os seus clientes a "sentirem-se" melhor do que os seus concorrentes fazem e vai ter lucro. O desafio consiste em estar sempre a inovar e a mudar, concretizando este conceito simples ao longo do tempo. A execução é difícil, dispendiosa, arriscada e, por vezes, dolorosa. Requer disposição emocional, intelectual e moral para antecipar, explorar e agarrar rapidamente as oportunidades que o mercado em mudança traz.

Sim, a paixão é extremamente importante para os negócios hoje em dia, como em qualquer outro aspecto na vida. E, obviamente, aqueles que realmente se importam e que se sentem genuinamente excitados com o que fazem, vão ter uma vantagem sobre os outros. Mas o sucesso no mercado tem pouco a ver com o que se quer ou com o que se gosta de fazer. Antes, tem tudo a ver com estar em sintonia e concentrado nos outros. Ou, pondo as coisas de outra forma, "Faz aquilo de que gostas, com aquilo de que gostas, e o dinheiro vai entrar."

Por: Tom Asacker é consultor independente, professor universitário e autor de vários livros sobre marketing, branding e empreendedorismo
Fonte: http://portal-gestao.com


Freqüentemente estamos sendo bombardeados pela mídia e por todos os meios de comunicação por palavras como meio ambiente; sustentabilidade; responsabilidade social; ecologicamente correto; empresa sustentável e outras coisas que, para muitos de nós, ainda são de difícil assimilação e conceituação.

Dentro desta dificuldade; definir uma empresa sustentável é ainda um mistério para muitos consumidores preocupados com o tema. Afinal de contas, nem sempre são transparentes para os clientes os processos internos que transformar uma empresa comum numa empresa sustentável. O principal problema; é identificar o que vai além do marketing e da propaganda. O que realmente está sendo feito pela empresa “X” em busca da sustentabilidade e quais sinais podem significar que ela está no caminho certo.

Uma análise quatro pontos relativamente simples podem determinar se uma empresa sustentável realmente faz jus a esse título ou é apenas obra da propaganda barata e que deve ser execrada: O ponto inicial é acompanhar o noticiário sobre a empresa e perceber se há notícias de problemas financeiros ou dificuldades de caixa que a empresa venha atravessando. Se isso for uma constante em sua história; essa “empresa sustentável” pode ser sustentável só na fachada. Se nada for mencionado a esse respeito; marque o primeiro ponto para ela em seu conceito.

O segundo ponto a se considerar é: Os produtos produzidos ou os serviços prestados por ela são ecologicamente corretos? Mesmo que a empresa sustentável produza elementos que agridam o meio ambiente; é necessário levar-se em consideração como ela trabalha para minimizar ou eliminar os impactos provenientes de seu processo produtivo. Consulte entidades ecológicas locais e, novamente, observe o noticiário em tono da candidata a empresa sustentável. Se ela estiver constantemente envolvida em problemas relacionados a poluição do meio ambiente; risque-a do mapa. Caso contrário; ponto para ela.

Um outro ponto importantíssimo para definir uma empresa como sustentável; é saber como ela trata os seus funcionários e a comunidade onde ela esta inserida ou atua. Os passivos trabalhistas são altos e freqüentes? O pessoal trabalha em boas condições? A empresa realiza atividades ou ações ligadas ao bem estar da comunidade que a cerca? Ela se preocupa com os seus funcionários e com os seus consumidores? Novamente se a resposta for sim; a empresa é mesmo sustentável. Se não…

E, por fim, uma empresa sustentável atua num ramo de produção que é social e culturalmente aceito pelo ambiente humano em que está inserida. A ética das ações e a aceitação dos processos produtivos deve ser plena. Não é possível, por exemplo, dizer que uma empresa que atue com contrabando, por exemplo, seja uma empresa sustentável. Pois, além de moralmente questionável; sua atividade é ilegal e passível de punição.

Assim, se o resultado foi positivo para todas as perguntas e observações feitas; você pode realmente considerar essa empresa sustentável. Se um ou outro questionamento não estiver “de acordo”; é sinal de que o caminho ainda deve ser trilhado por mais um tempo e com mais afinco até que se alcance uma situação de sustentabilidade plena

Por: Carlos Abreu
Fonte: http://www.atitudessustentaveis.com.br